Punho de Ferro na Renamo: Ossufo Momade Declara Guerra à Dissidência Interna
O líder da Renamo, Ossufo Momade, rompeu o silêncio e endureceu o discurso contra as vozes críticas dentro do maior partido da oposição. Em um tom assertivo, Momade deixou claro que a tolerância para com o que chamou de "brincadeiras" chegou ao fim. O foco central desta ofensiva é António Muchanga, recentemente suspenso por violar os estatutos partidários.
Momade esclareceu que Muchanga ainda não foi expulso, mas está "na corda bamba": caso a conduta se repita, o Conselho Nacional selará sua saída definitiva. No entanto, o aviso não se limitou ao ex-deputado. O presidente da "Perdiz" sinalizou uma limpeza institucional, estendendo a ameaça de sanções aos ex-guerrilheiros que ocupam sedes do partido ilegalmente em diversas províncias.
Para o líder, a passividade da direção acabou. Ao afirmar que "já chega de engolir sapos", Momade defendeu que a democracia do partido não deve ser confundida com falta de autoridade, contrastando a postura da Renamo com a do partido no poder (Frelimo) para justificar a integridade física dos manifestantes, mas reafirmando que o património do partido será protegido.
Resumo dos Pontos-Chave
- Suspensão de António Muchanga: O político foi afastado temporariamente por críticas públicas à liderança e por apoiar movimentos que pedem a destituição de Momade. A expulsão definitiva é o próximo passo se a postura persistir.
- Ultimato aos Ex-Guerrilheiros: Grupos de veteranos que ocupam delegacias da Renamo em protesto contra a gestão atual estão agora na mira de sanções disciplinares.
- Crise de Liderança: O endurecimento das medidas ocorre num contexto de fragilidade, após a Renamo perder o posto de principal força de oposição nas eleições de 2024.
- A Reação do Dissidente: Muchanga desvaloriza a sanção, alegando que o Conselho Jurisdicional não tem competência para o suspender e classificando a medida como uma tentativa de intimidação.
