JORNALISTAS MOÇAMBICANOS QUE COBREM PARTICIPAÇÃO DOS MAMBAS NO CAN EM RISCO DE FOME – MIRAMAR

‼️Cinco jornalistas moçambicanos destacados para a cobertura da Taça das Nações Africanas (CAN), onde os Mambas fazem história em Marrocos, estão a enfrentar graves problemas logísticos e financeiros, chegando a relatar que se encontram à beira da fome.

Dificuldades Logísticas e Financeiras Agravadas

Os profissionais de comunicação, que contactaram a equipa do #SocorroMatavel, apresentaram uma lista extensa de desafios. A ausência de transporte oficial, as longas distâncias (superiores a 20 quilómetros) entre os locais de alojamento e os campos de treino, e a falta de apoio básico marcaram o início da sua missão. Ao contrário do que aconteceu na edição anterior do CAN, na Costa do Marfim, desta vez não há qualquer meio de transporte assegurado.

Esta situação obriga os jornalistas a recorrer a táxis pagos do próprio bolso para cobrir os jogos e treinos da seleção nacional de futebol. Tal esforço financeiro esgotou os já escassos recursos disponíveis, deixando alguns profissionais sem as mínimas condições de subsistência.

Impacto da Qualificação dos Mambas

A qualificação inédita dos Mambas para os oitavos-de-final da competição, um feito que poucos esperavam, trouxe consigo um novo conjunto de problemas. A equipa e os jornalistas tiveram de se deslocar para outra cidade, onde os profissionais foram informados de que apenas teriam direito a alojamento e pequeno-almoço. As restantes refeições teriam de ser custeadas pessoalmente.

A imprevisibilidade da permanência dos Mambas no torneio também causou complicações com as passagens aéreas. Alguns jornalistas moçambicanos foram forçados a regressar a Maputo antes do término da participação da seleção, por não conseguirem suportar os custos adicionais da alteração das datas de regresso dos seus voos.

Apelo e Reações

Os jornalistas manifestam a sua perplexidade ao comparar a sua situação com a de colegas de países em contextos políticos e económicos supostamente mais críticos que Moçambique, que recebem melhor apoio. Perante este cenário, fazem um apelo ao Ministério da Juventude e Desporto, e em particular ao Fundo de Promoção Desportiva, pedindo sensibilidade e apoio para que possam continuar a registar este momento histórico para o país.

A nossa equipa de reportagem tentou contactar o Fundo de Promoção Desportiva para obter um comentário, mas até ao fecho desta notícia não obteve qualquer resposta. Continuaremos a acompanhar este assunto de perto.

Fonte: Afroline 

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