Já foi ao mercado do Zimpeto recentemente? A cena é familiar: o calor apertado, o bulício característico e o aroma inconfundível de produtos frescos. Mas há algo novo a chamar a atenção, e não é bom. Aquele coco, símbolo de refresco e sabor tropical, agora tem um preço que está a dar o que falar.
70 Meticais. Este é o novo preço de um coco verde em muitas bancas do Zimpeto. Um valor que fez muitos clientes pararem, hesitarem e até desistirem. "É muito para o meu bolso", desabafa uma cliente. "Antes comprava dois para a família, agora só posso levar um", conta outra.
O que está por trás deste aumento? Os vendedores apontam para a velha cadeia de problemas: custo de transporte mais alto, escassez na origem e o peso geral do custo de vida. "Nós também sofremos. Compramos mais caro, temos de vender mais caro", explica um vendedor, mostrando a sua banca.
Este não é apenas um caso do coco. É um reflexo microeconómico de um desafio maior. É sobre o poder de compra que se esvai, sobre escolhas difíceis no dia a dia e sobre a resiliência de quem compra e vende no mercado mais popular do país
