Desde esta quarta-feira, o pagamento do 13º salário já começou a refletir nas contas de alguns trabalhadores dos setores da Educação e da Saúde. No entanto, o processo está a acontecer “a gota-gota”, deixando muitos profissionais na incerteza.
O que mais está a gerar revolta e debate é o facto de os valores pagos não corresponderem aos 40% anunciados, mas sim a metade desse valor (20%), ou, em alguns casos, percentuais ainda mais baixos e aparentemente arbitrários. A confusão instalou-se tanto entre os trabalhadores quanto nos próprios sindicatos.
De onde veio a expectativa dos 40%?
A origem da confusão parece estar numa portaria ou comunicado interno que mencionava um adiantamento de 40%do 13º para este mês. No entanto, na prática, os cálculos realizados pelos serviços de processamento de vencimentos seguiram outro critério – possivelmente o habitual adiantamento de 50% pago mais perto do final do ano, sendo que esta seria apenas uma primeira parcela menor.
O resultado?
Uma onda de frustração.Muitos trabalhadores contavam com um valor específico para fazer face a despesas de fim de ano, planejar as férias ou quitar dívidas. Ao receberem um valor significativamente inferior, sentem-se lesados e desinformados. Os grupos de WhatsApp e as redes sociais fervilham com partilhas de recibos e relatos de inconsistências: colegas com salários semelhantes recebendo valores diferentes, ausência de qualquer comunicação oficial a explicar os cálculos, e um sentimento geral de que "algo não está certo".
E agora?
Os sindicatos já foram alertados e prometem esclarecimentos junto do governo ou da entidade empregadora.A exigência principal é por transparência imediata: uma explicação oficial e detalhada sobre a fórmula de cálculo utilizada e um calendário claro para o pagamento do saldo restante. Enquanto isso, o clima entre os profissionais é de ansiedade e desconfiança, com o gosto do tão esperado 13º salário a ficar amargo antes mesmo de estar completo...Ler mais
